Livro
Artista
Trajetória
De Laje do Muriaé à menor big band do mundo — uma vida de trompete no choro.

- 1960
Vida
Laje do Muriaé
Nasce no interior do Rio de Janeiro, filho de trompetista e integrante de uma família de músicos.
- 1970
Vida
Banda Lira da Esperança
A iniciação musical acontece na banda da cidade natal, onde aprende o ofício tocando em conjunto.
- 1977
Vida
Niterói, Villa-Lobos e a noite
No final da década de 1970 muda-se para Niterói e amplia a formação musical. Estuda na Escola de Música Villa-Lobos e passa brevemente pela Escola Nacional de Música.
- 1985
Vida
Luiz Melodia e a primeira turnê internacional
Começa a carreira profissional acompanhando Luiz Melodia, com quem faz também a primeira turnê internacional.
- 1986
Vida
Banda Vitória Régia, de Tim Maia
Integra a Banda Vitória Régia e acompanha Tim Maia por cerca de dez anos, lapidando o som nos naipes de metais. No mesmo período conhece Zé da Velha nas rodas do Rio.
- 1995
Disco

A menor big band do mundo estreia em disco
Só Gafieira · Zé da Velha & Silvério Pontes · Spotify
Primeiro álbum da dupla com Zé da Velha, indicado ao 9º Prêmio Sharp de Música na categoria Instrumental. Vira referência para instrumentistas de sopro.
- 1999
Disco

Tudo Dança
Tudo Dança · Zé da Velha & Silvério Pontes · Spotify
Semanas entre os discos recomendados pelo jornal O Globo e destaque da crítica na música instrumental do período.
- 2000
Disco

Ele e Eu
Ele e eu · Zé da Velha & Silvério Pontes · Spotify
Mais um trabalho da dupla entre os recomendados de O Globo e os destaques do ano.
- 2003
Disco
Samba Instrumental, ao vivo
Samba Instrumental (ao Vivo) · Zé da Velha & Silvério Pontes · Spotify
- 2005
Projeto
Brasileirinho em Cannes
Participa do CD e do documentário de Mika Kaurismäki sobre o choro. A convite do Trio Madeira Brasil, integra a turnê europeia do filme e, ao lado de Zé da Velha, se apresenta em Cannes no lançamento.
- 2006
Disco

Só Pixinguinha
Só Pixinguinha · Zé da Velha & Silvério Pontes · Spotify
Vence o Prêmio BR da Música na categoria Melhor CD Instrumental.
- 2011
Disco
Ouro e Prata
Ouro e Prata · Zé da Velha & Silvério Pontes · Spotify
Sexto álbum da dupla com Zé da Velha.
- 2012
Disco
Brazilian Trumpet
Brazilian Trumpet · Silvério Pontes · Spotify
- 2016
Disco

Reencontro, o disco autoral
Reencontro · Silvério Pontes
Doze composições próprias. No mesmo ano nasce o Choro na Rua, na Rua do Ouvidor, no centro histórico do Rio.
- 2018
Disco
Coração Brasileiro, com Antonio Guerra
Coração Brasileiro · Silvério Pontes & Antônio Guerra · Spotify
O formato de duo ganha espaço na obra, ao lado do piano.
- 2018
Prêmio
Choro na Rua, Melhor Grupo Instrumental
O coletivo recebe o Prêmio Profissionais da Música de Melhor Grupo Instrumental, distinção que se repete em 2019.
- 2022
Disco
Onde os Ventos se Encontram
Onde os Ventos se Encontram · Silvério Pontes & Marcelo Caldi · Spotify
Começa a parceria de criação autoral com o acordeonista e pianista Marcelo Caldi.
- 2023
Disco
Obrigado, Zé da Velha
Choro na Rua - Obrigado, Zé da Velha! · Silvério Pontes · Spotify
Primeiro álbum do Coletivo Choro na Rua, lançado pela Biscoito Fino, em homenagem ao histórico parceiro de Silvério.
- 2024
Prêmio
Dois Prêmios da Música Brasileira
O Choro na Rua conquista o Prêmio da Música Brasileira em duas categorias: Melhor Grupo de Música Instrumental e Revelação.
- 2026
Disco
Inventos e os 20 anos da Casa de Choro de Toulouse
Inventos · Silvério Pontes & Marcelo Caldi · Spotify
Segundo trabalho com Marcelo Caldi, pela Biscoito Fino, dando continuidade à produção autoral da dupla. No mesmo ano é escolhido padrinho da edição comemorativa dos 20 anos da Casa de Choro de Toulouse, na França, e integra os Rencontres de Choro de Toulouse, de 21 a 25 de outubro.
- 2026
Disco

Gafieirando
Gafieirando · Gafieirando · Spotify
Com Daniela Spielmann e o grupo Gafieirando, com participação de Silvério como intérprete e compositor.
Trajetória Artística
Silvério Pontes é trompetista, compositor e arranjador brasileiro, natural de Laje do Muriaé, no Estado do Rio de Janeiro, com mais de quatro décadas de atuação profissional e trajetória especialmente vinculada ao choro e à música instrumental brasileira. Filho de trompetista e integrante de uma família de músicos, iniciou ainda na infância sua formação musical, participando da tradicional Banda Lira da Esperança, de sua cidade natal. No final da década de 1970, mudou-se para Niterói, onde ampliou sua formação musical. Estudou na Escola de Música Villa-Lobos e teve breve passagem pela Escola Nacional de Música.
A partir da década de 1980, consolidou sua carreira profissional integrando grupos e tocando com importantes artistas da música popular brasileira. Iniciou a trajetória profissional acompanhando Luiz Melodia, com quem realizou também sua primeira turnê internacional, e depois integrou a Banda Vitória Régia, acompanhando Tim Maia por cerca de 10 anos. Ao longo da carreira, tocou e/ou gravou com artistas renomados como Elza Soares, Paulinho da Viola, Francis Hime, Beth Carvalho, Martinho da Vila, Fundo de Quintal, Trio Madeira Brasil, Ed Motta, Yamandu Costa, dentre outros. Integra também o naipe de sopros do Cidade Negra.
Um dos capítulos mais relevantes de sua trajetória foi a parceria de aproximadamente três décadas com o trombonista Zé da Velha, com quem formou uma dupla de referência da música instrumental brasileira. Considerada a “menor big band do mundo”, a dupla desenvolveu uma linguagem própria baseada especialmente no choro, samba e repertório de gafieira, deixando uma importante obra e legado. A parceria levou Silvério a apresentações e projetos no Brasil e no exterior, contribuindo para a difusão internacional do choro brasileiro.

Sua trajetória é marcada também por uma expressiva produção fonográfica, que documenta diferentes momentos de sua atuação como instrumentista, compositor, arranjador e articulador da música instrumental brasileira. Ao lado do trombonista Zé da Velha, gravou seis álbuns: “Só Gafieira” (1995), “Só Gafieira” (1995) foi seguido por “Tudo Dança” (1999), “Ele e Eu” (2000), “Samba Instrumental – Ao Vivo” (2003), “Só Pixinguinha” (2006) e “Ouro e Prata” (2011). Lançou ainda “Brazilian Trumpet” (2012) e “Reencontro” (2016), este último inteiramente dedicado à sua produção autoral, com 12 composições próprias.
Outro capítulo fundamental nessa trajetória é o coletivo Choro na Rua que, liderado por Silvério Pontes, surgiu em 2016, na Rua do Ouvidor, coração histórico da cidade do Rio de Janeiro. Concebido a partir da experiência das rodas de choro em espaços públicos, o coletivo reúne até hoje destacados instrumentistas e busca aproximar o gênero de novos públicos, levando o choro para ruas, praças, botequins, teatros, museus e festivais. Em 2023, o grupo lançou pela gravadora Biscoito Fino seu primeiro álbum, “Obrigado, Zé da Velha”, homenagem ao histórico parceiro de Silvério. Com 12 faixas, o trabalho reúne composições de integrantes do coletivo e obras de mestres da música brasileira, como Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Sivuca e Waldir Azevedo, tendo Silvério Pontes também entre seus produtores musicais.
Em 2018, ao lado do pianista Antonio Guerra, lançou “Coração Brasileiro”, ampliando sua produção em duo e o diálogo entre composições autorais e diferentes matrizes da música brasileira. Nos anos mais recentes, Silvério aprofundou também a parceria artística com o acordeonista, pianista, compositor e arranjador Marcelo Caldi. Juntos lançaram “Onde os Ventos se Encontram” (2022), dedicado à criação autoral e ao encontro entre diferentes linguagens da música instrumental brasileira, e “Inventos” (2026), lançado pela Biscoito Fino. O novo trabalho dá continuidade à produção autoral da dupla e reúne a participação de destacados instrumentistas brasileiros, reafirmando a permanência de Silvério Pontes como artista criador, compositor e intérprete em plena atividade e como uma das referências contemporâneas do trompete no choro e na música instrumental brasileira.

Reconhecido pela sonoridade característica e pela contribuição à presença do trompete no choro contemporâneo, Silvério Pontes mantém intensa atuação como instrumentista, compositor, arranjador e formador, participando de concertos, festivais, rodas de choro, gravações, oficinas e atividades de formação musical no Brasil e no exterior.
Principais Eventos, Projetos e Festivais
Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, Silvério Pontes participou de importantes festivais, projetos culturais, circuitos e apresentações no Brasil e no exterior, tanto em carreira própria quanto ao lado de Zé da Velha e de outros grandes nomes da música brasileira.
Participou do CD e do documentário “Brasileirinho”, dirigido pelo cineasta finlandês Mika Kaurismäki. A convite do Trio Madeira Brasil, integrou a turnê europeia relacionada ao filme e, ao lado de Zé da Velha, apresentou-se em Cannes, na França, por ocasião do lançamento. A longa trajetória da dupla também resultou em turnês e apresentações dedicadas ao choro, ao samba instrumental e à música de Pixinguinha.

Entre as participações de destaque encontram-se o Festival Internacional de Música de Teresina – Artes de Março (PI); Festival Internacional de Música de São Luís (MA); Bienal Internacional de Música de Belém (PA); Festival de Choro do MIS-RJ; Clube do Choro de Brasília (DF); Festival Rio Choro (RJ); Projeto Quintas no BNDES (RJ); apresentações no Circo Voador e na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro; apresentações no Teatro Municipal de Niterói; e diferentes projetos dedicados à difusão do choro e da música instrumental brasileira.
Premiações e Reconhecimentos
Ao longo de sua trajetória, Silvério Pontes recebeu importantes reconhecimentos da crítica e do meio musical brasileiro.
O álbum “Só Gafieira”, primeiro trabalho fonográfico da dupla Zé da Velha e Silvério Pontes, foi indicado ao 9º Prêmio Sharp de Música, na categoria Instrumental.
O álbum “Tudo Dança”, lançado pela dupla em 1999, permaneceu durante semanas entre os discos recomendados pelo jornal O Globo e foi apontado pela crítica especializada entre os destaques da música instrumental brasileira daquele período.

O trabalho seguinte, “Ele e Eu”, lançado em 2000, também permaneceu por várias semanas entre os discos recomendados pelo jornal O Globo e recebeu destaque entre os lançamentos daquele ano.
O álbum “Só Pixinguinha”, de 2006, venceu o Prêmio BR da Música na categoria Melhor CD Instrumental.

Com o Choro na Rua, conquistou em 2024 dois Prêmios da Música Brasileira: Melhor Grupo de Música Instrumental e Revelação. O coletivo já havia recebido o Prêmio Profissionais da Música de Melhor Grupo Instrumental em 2018 e em 2019.
A relevância de sua contribuição para o choro e para a música instrumental brasileira também se expressa nos sucessivos convites para participação em festivais, projetos e atividades formativas no Brasil e no exterior, bem como em sua atuação como criador e curador do Festival Internacional de Choro de Niterói.
Em 2026, Silvério Pontes foi escolhido como padrinho da edição comemorativa dos 20 anos da Casa de Choro de Toulouse, na França, integrando o Festival Rencontres de Choro de Toulouse, realizado de 21 a 25 de outubro de 2026, encontro internacional dedicado à difusão e ao intercâmbio em torno do choro brasileiro.
Pesquisa acadêmica
